terça-feira, 30 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
A TERRA E A ÁGUA por Isabel Belasco
Da terra brota o olhar estonteante
Inebriante de um novo Saber
Brota um ramo verde inocente
Que dirige para um novo amanhecer
Jorra a água das mentes brilhantes
Ofuscantes de prazer em conhecer
Jorra do fundo da alma a visão ampla
Provocando e modificando o Ser
Quanto gira a Terra, que nem podemos ver
Quantos dias, anos, que mal podemos viver
Mal sabemos o quão importante é
Cada volta, cada viravolta que a vida dá
Quanto tempo, quanto vento, quanto tento
Tentamos saber em todo o tempo
E mal sabemos o que seremos
Talvez se o soubéssemos não seríamos
Pois cada volta, gira e solta
A imaginação fértil vai e volta
Jorrando como uma fonte cristalina
Linda da cor da
turmalina
Medos e segredos,
Sofismas e cismas
Ler ou não ler
Enfim, ser, ou não ser...
ÁGUAS Poema de Manuel de Barros compartilhado por Zierley Jardim do CUNI de Itamaraju
“Desde o começo dos tempos águas e chão se amam.
Eles se entram amorosamente
E se fecundam.
Nascem formas rudimentares de seres e de plantas
Filhos dessa fecundação.
Nascem peixes para habitar os rios
E nascem pássaros para habitar as árvores.
Águas ainda ajudam na formação das conchas e dos
caranguejos.
As águas são a epifania da Natureza.
Agora penso nas águas do Pantanal
Nos nossos rios infantis
Que ainda procuram declives para correr.
Porque as águas deste lugar ainda são espraiadas
para o alvoroço dos pássaros.
Prezo os espraiados destas águas com as suas
beijadas garças.
Nossos rios precisam de idade ainda para formar
os seus barrancos
Para pousar em seus leitos.
Penso com humildade que fui convidado para o
banquete destas águas.
Porque sou de bugre.
Porque sou de brejo.
Acho que as águas iniciam os pássaros
Acho que as águas iniciam as árvores e os peixes
E acho que as águas iniciam os homens.
Nos iniciam.
E nos alimentam e nos dessedentam.
Louvo esta fonte de todos os seres, de todas as
plantas, de todas as pedras.
Louvo as natências do homem do Pantanal.
Todos somos devedores destas águas.
Somos todos começos de brejos e de rãs.
E a fala dos nossos vaqueiros carrega murmúrios
destas águas.
Parece que a fala de nossos vaqueiros tem consoantes
líquidas
E carrega de umidez as suas palavras.
Penso que os homens deste lugar
são a continuação destas águas.”
Boas Vindas
Este é um espaço para compartilhamento das experiências, produções, inquietações, buscas e encontros dos estudantes e docentes da UFSB no componente curricular Experiência do Sensível. Vamos nos permitir...
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